Na engenharia aprendemos que todo material se deforma quando submetido a carga. Não existe material indeformável. O que existe são materiais que deformam pouco e materiais que deformam muito. E existe um limite: o ponto de ruptura. Pense em uma rede de descanso. Se sua resistência máxima é 200 kg, ela só romperá acima disso. Mas antes, com 50 kg ou 100 kg, ela não quebra — ela se deforma. Aproxima-se do chão, ajusta-se à carga. Continua íntegra. Aqui está a diferença essencial: rigidez não é resistência. O vidro é rígido, quase não deforma, mas rompe de forma abrupta. O plástico pode deformar bastante e ainda assim continuar inteiro. No mundo empresarial acontece o mesmo. Empresas rígidas resistem à mudança, mantêm forma, mas quebram diante de crises. Empresas resistentes se ajustam, revisam estratégias, adaptam processos — deformam sem romper. No empreendedorismo, isso é ainda mais importante. Somos uma estrutura conectada. Se formos rígidos nas ideias e relações, qualquer tensão pode gerar ruptura. Se formos resistentes, flexíveis e abertos, suportamos as cargas do crescimento, do aprendizado, de alguns tropeços e de alguns recuos. A pergunta é simples: você tem sido rígido ou resistente usando estrategicamente, flexibilidade? Porque não vence o mais rígido. Não vence quem “não cede”. Vence quem suporta mais carga sem se quebrar.
